
Nunca pensei tanto em mim como agora. Não na perspectiva egocêntrica ou dramática, mais ligada aos verbos ter ou querer, com que antes ocupava a mente mas, com outros pensamentos, mais pertinentes, assertivos e prolíferos, mais associados aos verbos ser e estar, que me permitem, com frequência, fazer as escolhas mais ecológicas. Daqueles que me fazem falar menos, para escolher melhores e mais agradáveis palavras e, assim, ter mais tempo para escutar e interpretar melhor o que ouço e vejo. Ou dos outros, que permitem identificar e analisar melhor as minhas emoções e, em função disso, optar por ações mais correctas ou respostas mais sensatas, mantendo quase sempre a perspectiva sobre as reações que poderão desencadear. Ao dedicar uma parte da minha atenção a observar-me percebi o quanto que esta relação íntima entre o que penso, digo e faço tem influência na qualidade, na intensidade e na alegria com que vivo cada dia.
A vida é bela!
[ENG]
INTROSPECTIONS (1)
I’ve never thought about myself as much as I do now. Not from the egocentric or dramatic perspective, more linked to the verbs to have or to want, with which I used to occupy my mind, but with other thoughts, more pertinent, assertive and prolific, more associated with the verb to be, which often allow me to make the most ecological choices. Those that make me speak less, so that I can choose better and more pleasant words and thus have more time to listen and better interpret what I hear and see. Or the others, which allow me to better identify and analyze my emotions and, as a result, choose more correct actions or more sensible responses, almost always keeping an eye on the reactions they might trigger. By devoting some of my attention to observing myself, I realized how much this intimate relationship between what I think, say and do influences the quality, intensity and joy with which I live each day.
Life is beautiful!

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