

















Ao início estranha-se, depois entranha-se. São muitas as diferenças em relação à realidade a que estamos habituados: a língua, os trajes, o trânsito, a culinária, a religião ou a limpeza dos espaços comuns. O que mais se estranha talvez seja a religião, que é omnipresente seja porque para onde quer que olhemos há sempre uma ou mais mesquitas, seja porque nos minaretes destas há sempre megafones onde, cinco vezes ao dia, os fiéis são relembrados das tradicionais orações; e, muito por influência desta, também, a forma como muitas mulheres surgem vestidas em público tapadas dos pés à cabeça. Mas a partir do momento em que desligamos o nosso modo preconceito e olhamos à nossa volta com a curiosidade de quem nada sabe e de quem tudo vê pela primeira vez a conclusão é que o povo marroquino é um povo hospitaleiro, disponível, amigo e feliz que gosta de usufruir do espaço público e de bem receber quem vem de fora. Ficarei para sempre na memória com os sorrisos de felicidade dos vendedores de chá na praia ou dos condutores de inDrive (equivalente a Uber) cada vez que lhes solicitávamos algum tipo de ajuda, ou a forma educada e disponível como fomos recebidos em cada restaurante, café e casa de chá.
[ENG]
Postcards from Morocco | The Moroccans
It’s strange at first, but then you get used to it. There are many differences from the reality we are used to: the language, the clothes, the traffic, the cuisine, the religion or the cleanliness of the common spaces. What is perhaps most strange is religion, which is omnipresent, either because wherever you look there is always one or more mosques, or because in their minarets there are always megaphones where, five times a day, the faithful are reminded of the traditional prayers; and, much to its influence, also the way in which many women appear in public covered from head to toe. But as soon as we switch off our prejudice mode and look around with the curiosity of someone who knows nothing and sees everything for the first time, the conclusion is that the Moroccan people are hospitable, available, friendly and happy people who like to enjoy the public space and welcome outsiders. I’ll always remember the happy smiles of the tea sellers on the beach or the inDrive (equivalent to Uber) drivers every time we asked them for help, or the polite and approachable way we were greeted in every restaurant, café and tea shop.

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